Em 1978, quando era pastor distrital da Igreja Adventista Central de Hortolândia, estávamos procurando um local apropriado para a fundação do Centro Educacional de Hortolândia. Esta Igreja possuía dois lotes de 600 metros quadrados cada. Compramos mais um lote de 600 metros quadrados, mas com 1800 metros quadrados não era possível construir um Centro Educacional, para ter o primeiro grau completo, campo de esporte, pista de atletismo, assistência social e centro de recreação para os idosos, consoante o plano.
O que fazer? Dinheiro a igreja não tinha para
comprar mais terreno! A solução foi orar com mais intensidade, para que portas
se abrissem. E a resposta de Deus veio inesperadamente. Fomos à Olaria do IASP
comprar tijolos.
Nessa
ocasião o gerente era o irmão Fidencio Rizzioli. Contando a ele o plano de
construção do Centro Educacional, ele nos disse: “Há duas quadras da praça no Parque
Ortolândia, ou seja, cerca de 21.000 metros quadrados de terreno vago. Esse
terreno a Cobrasma está solicitando para a construção de um campo de futebol. O
presidente da Associação de Bairro particularmente me disse que melhor seria os
Adventistas construírem algo para a Comunidade local. “Naquele momento nossa mente foi despertada e
eu disse ao irmão Fidêncio: vamos solicitar para o Centro Educacional
Adventista de Hortolândia. Ele e eu fomos em seguida falar com o nosso amigo,
ex-prefeito de Sumaré, João Franceschine. Ele prontamente apoiou o plano e nos
disse: “Podem contar comigo”. Combinamos de nos encontrar à noite, em nossa
casa. Para nossa surpresa, o sr. Franceschini,
aparece com uma equipe de desenhistas e projetistas para elaborar o
anti-projeto do nosso pedido à Prefeitura, isto é, as plantas do plano piloto.
Nessas reuniões, em nossa casa, assistiam também o profº Lúcio Costa que era
também amigo do ex-prefeito e o irmão Ruy de Oliveira que era tesoureiro da
Igreja central de Hortolândia.
E assim
durante vários meses tivemos reuniões em nossa casa para a elaboração do
projeto., mais tarde com a presença do então presidente da Associação Paulista
Central, pastor ítalo Manzolli.
Lembro-me
quando o sr. Franceschine dizia: “Pastor Oscar, coloque no projeto os blocos
das salas de aula, campo de esporte para a escola, Assistência Social, campo de
bocha para idosos, piscina, etc. Preencha no projeto todo o terreno, para
ganhar os 21.000 metros quadrados”.
“Quando todo
o projeto estava pronto, pelos desenhistas e projetistas, levamos à comissão da
Igreja Central, à Mesa da Associação, falamos várias vezes com os vereadores e
presidente da Câmara de Sumaré. E,
naturalmente falamos com o então prefeito, Paulo Moranza. O prefeito manifestou
muita simpatia pelo projeto. Depois de muitos meses de trabalho, foi votado por
unanimidade pela Câmara Municipal de Sumaré a doação de cerca de 21.000 metros
quadrados”.
A
solicitação, colocar a palavra Agremiação, ficando a mesma sigla. E, o art. VII
– Das assembleias, em vez de: “Mandato de um ano”, foi colocado “Mandato de 2
anos”, para a diretoria, a conselho do representante da união Sul Brasileira, o
pastor Pavel Moura.
Hoje o
A.J.A.H., com seus 60 membros, tem sua sede própria, em terreno da Obra, doado
gentilmente pela Prefeitura de Sumaré, SP, com dois pavilhões de 7,50 metros de
largura por 26 metros de comprimento, cada um.
Conforme a
afirmação do pastor Moises Negri, esta é a primeira Agremiação de obreiros
jubilados que tem sua sede própria, no mundo adventista.
O principal
pavilhão tem um salão de 7 + 18 metros, para reuniões regulares, mensais, cada
segundo sábado do mês quando temos um período de orações, palestras de médicos
que dão orientações quanto à medicina preventiva, alimentação, exercício físico
próprio para a terceira idade.
Anexo tem uma
cozinha equipada com geladeira, fogão, etc., para ser usada em ocasião de
aniversários e ainda uma sala para secretaria e tesouraria.
O outro
pavilhão, com mesmo tamanho, é usado exclusivamente para a parte esportiva exercícios físicos dos idosos. Ali tem dois
campos de Bocha. Um de malha, onde, aos sábados e quinta –feira à noite e aos
domingos à tarde, o grupo de jubilosos tem primeiramente um período de oração e
então começam fraternalmente a parte social e física. A recreação do bocha é tida como promotora de
amizade e desenvolvimento mental.
Por outro
lado, há os almoços de confraternização cada dois meses ou uma excursão à
Instituições Adventistas, parques e jardins zoológicos ou água termais.
De vez em
quando realizamos programas junto às igrejas, aos sábados, desde a Escola
Sabatina até o J.A. dos jovens- transmitindo as experiências de como Deus tem
operado maravilhosamente através dos anos.
É notório
que os jubilados que aprenderam a divina arte de envelhecer, isto é: “Viver
vida longa, feliz e com saúde”, participando dos programas espirituais,
sociais, recreativos, são os que seguem uma vida criativa junto às igrejas onde
atuam, não confiando apenas nas experiências do passado. Diz o Espírito de
Profecia: “Não vos jactais pelo que fizestes no passado, mas mostrai o de que
sois capazes agora... mantende jovem vosso coração e espírito, mediante
exercício contínuo”. Mensagem Escolhida II, pág.227.
Hortolândia,
03-03-89
Lucas L Dos Reis
Rua Jordão Schiavetto,310
13175- Hortolândia, Sumaré, SP.