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domingo, 3 de março de 2024

Histórico da Aquisição do Terreno do Centro Educacional de Hortolândia- Hoje AJAH

Em 1978, quando era pastor distrital da Igreja Adventista Central de Hortolândia, estávamos procurando um local apropriado para a fundação do Centro Educacional de Hortolândia. Esta Igreja possuía dois lotes de 600 metros quadrados cada. Compramos mais um lote de 600 metros quadrados, mas com 1800 metros quadrados não era possível construir um Centro Educacional, para ter o primeiro grau completo, campo de esporte, pista de atletismo, assistência social e centro de recreação para os idosos, consoante o plano.

  O que fazer? Dinheiro a igreja não tinha para comprar mais terreno! A solução foi orar com mais intensidade, para que portas se abrissem. E a resposta de Deus veio inesperadamente. Fomos à Olaria do IASP comprar tijolos.

Nessa ocasião o gerente era o irmão Fidencio Rizzioli. Contando a ele o plano de construção do Centro Educacional, ele nos disse: “Há duas quadras da praça no Parque Ortolândia, ou seja, cerca de 21.000 metros quadrados de terreno vago. Esse terreno a Cobrasma está solicitando para a construção de um campo de futebol. O presidente da Associação de Bairro particularmente me disse que melhor seria os Adventistas construírem algo para a Comunidade local.  “Naquele momento nossa mente foi despertada e eu disse ao irmão Fidêncio: vamos solicitar para o Centro Educacional Adventista de Hortolândia. Ele e eu fomos em seguida falar com o nosso amigo, ex-prefeito de Sumaré, João Franceschine. Ele prontamente apoiou o plano e nos disse: “Podem contar comigo”. Combinamos de nos encontrar à noite, em nossa casa.   Para nossa surpresa, o sr. Franceschini, aparece com uma equipe de desenhistas e projetistas para elaborar o anti-projeto do nosso pedido à Prefeitura, isto é, as plantas do plano piloto. Nessas reuniões, em nossa casa, assistiam também o profº Lúcio Costa que era também amigo do ex-prefeito e o irmão Ruy de Oliveira que era tesoureiro da Igreja central de Hortolândia.

E assim durante vários meses tivemos reuniões em nossa casa para a elaboração do projeto., mais tarde com a presença do então presidente da Associação Paulista Central, pastor ítalo Manzolli.

Lembro-me quando o sr. Franceschine dizia: “Pastor Oscar, coloque no projeto os blocos das salas de aula, campo de esporte para a escola, Assistência Social, campo de bocha para idosos, piscina, etc. Preencha no projeto todo o terreno, para ganhar os 21.000 metros quadrados”.

“Quando todo o projeto estava pronto, pelos desenhistas e projetistas, levamos à comissão da Igreja Central, à Mesa da Associação, falamos várias vezes com os vereadores e presidente da Câmara de Sumaré.  E, naturalmente falamos com o então prefeito, Paulo Moranza. O prefeito manifestou muita simpatia pelo projeto. Depois de muitos meses de trabalho, foi votado por unanimidade pela Câmara Municipal de Sumaré a doação de cerca de 21.000 metros quadrados”.

A solicitação, colocar a palavra Agremiação, ficando a mesma sigla. E, o art. VII – Das assembleias, em vez de: “Mandato de um ano”, foi colocado “Mandato de 2 anos”, para a diretoria, a conselho do representante da união Sul Brasileira, o pastor Pavel Moura.

Hoje o A.J.A.H., com seus 60 membros, tem sua sede própria, em terreno da Obra, doado gentilmente pela Prefeitura de Sumaré, SP, com dois pavilhões de 7,50 metros de largura por 26 metros de comprimento, cada um.

Conforme a afirmação do pastor Moises Negri, esta é a primeira Agremiação de obreiros jubilados que tem sua sede própria, no mundo adventista.

O principal pavilhão tem um salão de 7 + 18 metros, para reuniões regulares, mensais, cada segundo sábado do mês quando temos um período de orações, palestras de médicos que dão orientações quanto à medicina preventiva, alimentação, exercício físico próprio para a terceira idade.

Anexo tem uma cozinha equipada com geladeira, fogão, etc., para ser usada em ocasião de aniversários e ainda uma sala para secretaria e tesouraria.

O outro pavilhão, com mesmo tamanho, é usado exclusivamente para a parte esportiva   exercícios físicos dos idosos. Ali tem dois campos de Bocha. Um de malha, onde, aos sábados e quinta –feira à noite e aos domingos à tarde, o grupo de jubilosos tem primeiramente um período de oração e então começam fraternalmente a parte social e física.  A recreação do bocha é tida como promotora de amizade e desenvolvimento mental.

Por outro lado, há os almoços de confraternização cada dois meses ou uma excursão à Instituições Adventistas, parques e jardins zoológicos ou água termais.

De vez em quando realizamos programas junto às igrejas, aos sábados, desde a Escola Sabatina até o J.A. dos jovens- transmitindo as experiências de como Deus tem operado maravilhosamente através dos anos.

É notório que os jubilados que aprenderam a divina arte de envelhecer, isto é: “Viver vida longa, feliz e com saúde”, participando dos programas espirituais, sociais, recreativos, são os que seguem uma vida criativa junto às igrejas onde atuam, não confiando apenas nas experiências do passado. Diz o Espírito de Profecia: “Não vos jactais pelo que fizestes no passado, mas mostrai o de que sois capazes agora... mantende jovem vosso coração e espírito, mediante exercício contínuo”. Mensagem Escolhida II, pág.227.

Hortolândia, 03-03-89

Lucas L Dos Reis

Rua Jordão Schiavetto,310

13175- Hortolândia, Sumaré, SP.